sábado, 31 de janeiro de 2009

(Im)Paciência


Paciência. Que vem a ser isso? É de comer? Até hoje desconheço. Acho que nunca tive. Com certeza esqueci de pegar a ficha da paciência antes de vir aqui pra Terra. Eu quero tudo e quero AGORA, odeio esperar! E parece ironia, mas tudo, eu disse TUDO na minha vida tive que esperar um longo tempo até conseguir! Minha faculdade por exemplo. Não sei se é burrice, mas tive que tentar 3 anos até conseguir entrar. E hoje em dia estou esperando há séculos pra fazer uma cirurgia que não sai do papel.

Tenho aprendido muito com isso, mas continuo impaciente. E essas situações ocorrem exatamente pra eu saber lidar com o tempo e a espera, coisa que pra mim é mais complexa do que matemática!


Mas um dia eu aprendo (ou não!)


P.S: é necessária uma paciência de Jó pra ler os posts desse blog, que são enormes!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Diferente e original

Dia desses, revirando em algumas pastas minha papelada, deparei-me com uma redação que guardei desde a época do cursinho.

A redação não é minha, foi feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco) que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Lembro que um professor de gramática do cursinho leu essa redação numa de suas aulas, e eu achei muy interessante! Tanto, que resolvi publicá-la aqui. Aí vai ela:

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador... Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.

Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando...ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar...ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular: ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente... Era o verbo auxiliar do edifício ! Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente ! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Escadaria ambulante

Não sei quanto a vocês, mas eu simplesmente não vou com a cara desses novos ônibus que estão circulando por aí. Tudo bem, eu sei que são realmente muito bons para as pessoas com deficiência física, e até acho que demoraram demais para fazerem isso nos transportes públicos, MAS, por outro lado... penam em alguns aspectos.
Por exemplo, já reparou na quantidade de degraus que ele tem?? É quase uma escadaria ambulante!! Você sobe no busão, para logo depois descer até a catraca, e subir novamente pra poder sentar. O que é isso, uma montanha russa? Com pequenos detalhes inclusos em cada operação: logo que você entra, o motorista começa a andar com o veículo sem dó nem piedade, fazendo com que você desça os degraus caindo bruscamente sobra a catraca, derrubando seu bilhete único debaixo da cadeira do cobrador, levando horas pra conseguir pegá-lo de volta (tá, eu sei que essas coisas só acontecem com pessoas muito tapadas, tipo eu). Daí, quando você passa pela catraca, encontra-se em meio a um puta espação, sem bancos pra sentar, os quais estão localizados no andar de cima. Daí você vai, sobe mais degraus, e aí senta, disputando a tapa um lugar pra sentar, devido à quantidade precária de assentos existentes por ali. Sem falar que, na hora de descer no ponto, logo que o motorista freia você já desce os degraus caindo, agilizando o processo.

Sei lá meu, já que vai fazer um ônibus com o piso mais baixo, já faz tudo num piso só! Pra que tanto degrau? Aliás, pra que degrau?? O pior é a plaquinha avisando: CUIDADO, DEGRAU. Tipo, não me diga! Se não fosse o aviso eu nem perceberia... ¬¬

Daqui a pouco vão fazer um elevador dentro do busão! Tá, sem brisas. Já passa da meia-noite e não se pode confiar muito no meu cérebro messas horas... mas, definitivamente, não gosto desses ônibus. Já que é piso baixo, que seja 100% piso baixo! Pombas!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Tic tac, tic tac...

Ok, eu assumo: abandonei este blog durante um tempo. E ele ficou aqui, largado às moscas, criando teias de aranha e mofos. Mas tenho um motivo MUITO importante para isso: estava sem tempo.

Sim, ultimamente tenho me considerado uma “sem-tempo”, e olha que nem tou trabalhando! Lembro que, quando eu trabalhava, sentia que os dias iam e vinham, numa sucessão louca de acorda-trabalha-estuda-dorme-acorda, como um robô programado pra fazer suas atividades diárias, sem ao menos ver o tempo passar, sem poder me preocupar com outras coisas que não fossem obrigações, sentindo a vida passar MUITO depressa. Hoje em dia são os trabalhos da faculdade que ocupam todo o meu tempo. Cada época com as suas respectivas obrigações... disso não dá pra fugir.

Na verdade, se parar pra pensar, muitas vezes o problema nem é o tempo. Sou eu que não sei aproveitá-lo direito. Às vezes levo muito tempo fazendo determinadas coisas, enquanto poderia estar fazendo outras, ou pior, me distraio fazendo coisas inúteis quando há uma porrada de coisas mais importantes a fazer.

Às vezes gostaria que o dia tivesse umas 36 horas. Pra fazer tudo o que preciso, sem correria, sem stress, sem ficar neurótica com o tempo, nem precisar olhar o relógio de minuto em minuto. Talvez não houvesse atrasos, dores de cabeça e cansaço no final do dia. Mas, sinceramente, se o dia tivesse 36 horas, a vida seria um marasmo. Você não se sentiria compelido a cumprir objetivos, não teria a mínima responsabilidade com as obrigações, deixaria tudo pra depois, afinal, teria tempo de sobra! Sem falar que, com certeza, ao saber que tem 12 horas a mais, eu não as usaria para cumprir obrigações, e sim pra me divertir (aah, eu me conheço bem! Hahaha!). Ou seja, de nada adiantaria mais tempo para realizar obrigações. Além do mais, essa sensação de ter que cumprir objetivos num certo prazo de tempo é algo muito estimulante e emocionante (não é à toa que escolhi o Jornalismo por profissão). Vai dizer que não é mó adrenalina correr contra o tempo e ainda conseguir atingir seus objetivos diários?
Sou uma pessoa que não consegue viver sem relógio no pulso. Parece q ele faz parte de mim, sem relógio me sinto pelada, é até engraçado. Vivo subordinada às horas, ao tempo (e quem não vive?). E gosto disso. Sempre penso na possibilidade de o dia ter 36 horas, mas logo concluo: não teria graça. E não teria mesmo.

sábado, 9 de agosto de 2008

As paredes têm ouvidos...

Fato verídico:

Em meu último ano do colegial, estava eu no ônibus com uma amiga, e discutíamos o fato de alguns professores fazerem provas absurdamente difíceis no final do ano. Então, começamos a criticar a Mara, uma professora de matemática, que na época ensinava álgebra, e fazia umas provas absurdas! (bom, na verdade sou suspeita pra falar, já que toda e qualquer prova d matemática pra mim é difícil...). Enfim. Lá estávamos nós no busão, e eu dizia: - Meu, a Mara é louca! A prova dela foi a mais ferrada que eu fiz até hoje! Eu só fiz um exercício! Aah, parece que ela faz isso de propósito, só pra ferrar mesmo! Parece que gosta de ferrar a gente! Em vez de fazer uma prova fácil! Mas não! Por isso que dá raiva! O pior é que eu não sei nada da matéria dela, tou viajando nas aulas! - Minha amiga, concordava com tudo que eu dizia, e também metia o pau na professora, como eu.
Até que, acabadas todas as reclamações, levantei pra descer do busão. Antes, perguntei pra minha amiga: - Aliás, qual é a matéria da prova dela mesmo? - E ela, pensando: - Hmm...não sei! - Eu então falei: - Bah, deixa pra lá! depois eu vejo isso!
Foi quando...de repente, e não mais que de repente... surge uma voz, atrás da gente, dizendo: - Equações polinomiais até números racionais. - Caracas! Mas essa era EXATAMENTE a matéria da prova! Como alguém poderia saber?

Quando virei pra trás pra ver de onde vinha a voz...LÁ ESTAVA ELA! Sim, a Mara! A professora de que falávamos mal e metíamos o pau! Sentada dois bancos atrás de nós!! E, provavelmente, ouvindo toda a nossa conversa!
Meeu! Eu me assutei TANTO, que gritei: - NOSSA!!!- Minha amiga, ao ouvir o meu grito, olhou pra trás e deu de cara com a professora também.
Só sei que, depois dessa, eu saí de fininho do busão, super atordoada com o que tinha acontecido. Parecia filme de terror.

Claro, hoje em dia, dou boas risadas dessa história, mas na hora não foi nada engraçado! Até surgiram boatos entre meus amigos, de que depois disso a professora iria fazer uma prova especial pra mim, mil vezes mais difícil, mas nada disso aconteceu (UFA!).

Dia desses tava lendo também uma reportagem na Gazeta da Zona Norte sobre marketing pessoal, na qual um advogado dizia que estava num ônibus, e nele havia um outro cara que não parava de falar palavrões no celular. Horas mais tarde, o tal boca suja foi a uma entrevista de emprego, na qual o entrevistador era, ninguém mais, do que o advogado que tava no busão, vendo o cara falar os tais palavrões! Claro, esse fulano não conseguiu o emprego.

Pra falar a verdade acho uma comédia histórias desse tipo... depois que passa, a gente ri. Mas coincidências assim assustam, e muito!
Aprendi que as paredes têm ouvidos, e nos momentos em que você menos espera! Por isso, todo cuidado é pouco!
E cá entre nós, um tanto de azar também contribui! Hahaha!

Sei lá por que escrevi sobre isso. Acho que porque considero esses acontecimentos da vida mt intrigantes e irônicos! Vai falar que não são?

domingo, 13 de julho de 2008

Arremesse seu celular e seja feliz!

SIIIM!!
Você que não suporta mais o seu querido celular, que vive sem sinal, sempre tá sem crédito, sem bateria, com aqueles joguinhos toscos, já caiu no chão umas quinhentas vezes, sempre falhando, desligando sozinho ou coisas do tipo, e pesa mais do que um tijolo de construção, seus problemas acabaram!!
Foi realizado no Brasil, dia 14/06/08 o Primeiro Campeonato Brasileiro de Arremesso de Celular! Pode parecer piada, mas é a mais pura verdade: o campeonato teve origem na Finlândia, em 2001, e tem como objetivo reutilizar e reciclar celulares fora de mercado ou fora de uso, antes que virem lixo tóxico. Segundo autoridades finlandesas, os lagos do país sofrem com a poluição proveniente dos metais pesados de celulares atirados nas lagoas mais próximas por usuários cansados deles. Para reverter essa situação, basta se increver nos campeonatos (que são anuais), e arremessar o seu trambolho o mais longe possível! Quanto maior a distância que o celular alcançar, mais chances de ser o vencedor! Não é uma maravilha? Ao mesmo tempo você finalmente se livra do seu arcaico celular e acaba com todo os stress proporcionado por ele, está praticando uma modalidade esportiva nunca vista antes!




Os "atletas" competem em duas modalidades: estilo livre e clássico, nas versões masculina e feminina. No estilo clássico, o competidor deve lançar o telefone na altura de seu ombro. O atual campeão é o finlandês Lassi Estelätao, que atirou um modelo Nokia de 350 gramas a 89 metros de distância. O peso mínimo dos celulares a serem lançados varia de 200 a 400 gramas. Já no estilo livre, o que vale é a performance e o figurino do atirador de celular.

O "esporte" só chegou ao Brasil este ano, e foi realizado em São Paulo, próximo à rua Oscar Freire. Eu realmente gostaria de estar lá pra ver isso, mas no dia tinha prova no inglês e não pude comparecer...uma pena!
Mas rachei o bico lendo as regras, veja só:

1- É obrigatório trazer seu celular de qualquer modelo ou estado de conservação para o arremesso.

2- Ao participar, você estará automaticamente doando seu celular ou o que sobrar dele para a organização do evento.

3- Será somente permitido arremessar o celular na direção indicada pela organização.

4- Haverá um juiz que após cada arremesso indicará a distância alcançada pelo celular.

5- O participante que arremessar o celular na maior distância será o vencedor.

6- A forma de arremessar o celular é livre.

7- É obrigatório arremessar o celular sem a bateria.

8- A bateria será guardada e reciclada.

9- Somente maiores de 18 anos podem participar.

10- A seqüência de arremessos respeitará a ordem de chagada de cada participante e será organizada por senha.

Hahahahaha! Outra coisa que achei interessantíssima, foi o horário bizarro estipulado para o início do campenato: às 15:32. Trinta e dois?? Por que não às 15:30? Dois minutos fazem tanta diferença assim?

Bom, esse campeonato é realmente uma inovação (e cá entre nós, uma piada), e já tou vendo o dia em que haverá campeonatos de arremessos de computador, televisores e afins.

Para os interessados:

http://www.arremessodecelular.com.br/

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1109759-EI4796,00.html

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Frio é psicológico??

Mal começou o outono, e eu já tou morrendo de frio! Também né, não é pra menos, isso é o que dá ter pouca (ou nenhuma) reserva de gordura no corpo! Se eu morasse num país frio, tipo Rússia, tava ferrada! Mas enfim, o outono está aí. E, não por acaso, dia desses eu tava lembrando de quando, no terceiro colegial, uma amiga minha vivia dizendo: - Tá com frio?? Mas frio é psicológico!! - Heeey, pera lá! Como assim, psicológico???
Afinal, a gente não sente frio com a mente, e sim com o corpo!! Que raios de teoria bizarra é essa?
Juro que já tentei entendê-la, há diversos dias frios em que eu pensei: frio é psicológico!! - pra ver se passava, e sabe o que eu consegui com isso? Nada, apenas tremer mais ainda de frio!
É a mesma coisa que dizer que a fome é psicológica quando o estômago ronca, ou então que a dor é psicológica quando se machuca. Não tem nexo nisso tudo! Não é algo que se possa controlar apenas com a mente!
Só queria saber quem é o desocupado que fica inventando essas teorias por aí...tudo bem, se algum dia isso for provado cientificamente eu acredito, mas, enquanto isso não ocorre, vou passando frio aqui. E frio fisiológico mesmo.
E cá entre nós, se o frio é psicológico, então por que aquela minha amiga estava sempre com moletom e blusa de lã? Tsc, tsc. ¬¬
Não, a mente não é um cobertor para encobrir o frio, muito menos é ela quem o controla.
Frio, psicológico?? Hahahaha, só se for na Bahia! Cada uma...
 
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