domingo, 13 de setembro de 2009

Que venham os 23!

Ontem fiz 23 anos. E, diferentemente dos anos anteriores em que me achei velha e tals, dessa vez achei normal! Tá bom vai, confesso, não achei tão normal assim. Na verdade achei estranho fazer 23 anos. Por que estranho? Sei lá, demora pra gente se acostumar com a nova idade! Engraçado é que, desde criança, sempre tive duas idades: a real e a da aparência. Não aparento ter mais de vinte nem aqui nem na China! Sempre fui do estilo mignon, baixa e magra. Hoje em dia praticamente todo mundo que conheço me diz que aparento ter 16 anos. Bom ou ruim? Depende do ponto de vista. É ótimo, claro, aparentar ser mais nova e tals, ainda mais quando se passa dos vinte. Mas às vezes enche o saco ter que mostrar a identidade em tudo quanto é canto, em baladas, pra comprar bebida no supermercado, entre outras. Enfim. Hoje em dia já estou acostumada com isso, acho engraçado até.

Mas, incrível como em TODO aniversário eu pago algum mico, faço alguma besteira, algo dá errado ou simplesmente acontece alguma coisa bizarra! É marca registrada dos meus aniversários! E ontem não foi diferente. Ganhei uma cartinha LINDA da Aline e, pouco depois, quando entramos no ônibus, eu, que estava com trocentas coisas na mão, deixei cair a carta em algum lugar que não vi, para o meu desespero geral quando fui procurar mais tarde e não achei. Péssimo! Me senti uma idiota, pedi desculpas mil vezes e, depois disso, percebi que por mais que os anos passem e eu fique mais velha, continuo a mesma pessoa avoada e estabanada de sempre. Esquecendo o que devo fazer, derrubando objetos, tropeçando na rua, perdendo minhas coisas por aí e principalmente, sendo distraída e vivendo no mundo da Lua sempre, sem a mínima atenção às coisas que faço. Juro, eu deveria instalar no meu cérebro uma placa fluorescente, com letras piscando em neon, com os dizeres: "ATENÇÃO! ATENÇÃO!". Mas, enquanto não inventam tecnologias avançadas como essa, me contento com o velho semancol.

A cada aniversário que passa a gente adquire novas qualidade (e defeitos também). Meu desejo de aniversário desse ano foi ser menos desligada daqui pra frente (e aí você me diz 'que desejo mais idiota!'). Sim, concordo, bem idiota! Mas preciso disso mais do que qualquer outro objeto material ou realização pessoal.

Tirando isso, meu aniversário foi ótimo! Rodeado das pessoas que mais amo, mensagens e ligações daqueles que são essenciais na minha vida. Dia de aniversário é mágico, sempre. Você olha a data e sabe que ela é sua, sente uma felicidade inexplicável, o coração bate mais rápido. O que os 23 anos me reservam não sei, mas vou aproveitá-los da forma mais intensa possível! Seja com falta de atenção ou não.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dias inusitados

Adoro dias inusitados. Aqueles em que acontece tudo - menos o que eu esperava. Na verdade aprendi a gostar deles com o tempo. Juro que antes me irritava profundamente quando as coisas não saíam da forma que eu queria, mas sabe, depois percebi que os acontecimentos inusitados foram bem melhores e mais interessantes do que os que eram esperados. Já aconteceu de eu errar o caminho de uma rua e acabar encontrando uma pessoa que não via há anos e morria de saudades! Também já me ocorreu de topar convites de última hora para lugares onde conheci pessoas que marcaram minha vida.

Esse mês de agosto foi bem assim, inusitado. Duas semanas atrás saí de casa incrivelmente atrasada (como sempre) e encontrei duas amigas da faculdade no metrô, também atrasadas. Depois, uma chuva ao estilo dilúvio fez com que tivéssemos de esperar dentro da estação. Lá, estava lotado de gente e, conversa vai, conversa vem, acabei conhecendo umas pessoas muito legais que estudavam na minha faculdade e eu nem sabia. Perdi a primeira aula, mas conheci gente nova e tive conversas interessantes. Mais tarde, eu planejava (bem sem vontade, digamos) assistir à segunda aula, quando a Grazi apareceu e me chamou pra comemorar o niver dela num barzinho. E a noite terminou com muitas risadas e tequila. MUITO mais divertido do que se eu houvesse tido a habitual rotina de sempre.

No dia seguinte um amigo mandou mensagem no meu celular chamando pruma palestra que eu nem pensava ir. Fui e achei muito legal. Na mesma semana, achei 20 reais esquecidos numa bolsa que eu não usava faz tempo e por conta disso pude ir ao cinema no sábado que eu esperava ficar em casa. Ou seja, naqueles dias NADA aconteceu como eu esperava e exatamente por isso tive uma das melhores semanas do ano.

Depois de tudo isso, fico pensando: será que essas coisas eram pra acontecer mesmo? Ou na verdade cada ato nosso determina o resto do dia (e até da vida)? Quem assistiu ao filme "Corra Lola, corra" sabe do que eu estou falando. Muita gente achou esse filme besta, mas eu adorei! Curto filmes assim, com várias possibilidades pruma mesma história. Porque às vezes por questão de segundos e escolhas repentinas tudo pode mudar.

Por mais que a rotina dite como será a semana, um dia nunca será igual ao outro e esse é o barato da vida. Acordar e não fazer idéia de como será o dia. E se surpreender ao final dele. Faz tempo que parei de planejar as coisas e desde então tenho aproveitado melhor a vida. Dias inusitados me mostraram que por trás do planejamento diário há amigos esquecidos, lugares legais pra ir e coisas interessantes pra fazer. É como se você andasse por um corredor com uma venda nos olhos, de repente tropeçasse, a venda caísse e você percebesse que há várias portas laterais que levam a caminhos mais interessantes. Com isso não digo que se desvie dos objetivos iniciais, mas de vez em quando é bom aproveitar oportunidades bizarras que surgem do nada e quando você menos espera. Tudo o que eu deixei de cumprir rigorosamente, ganhei em momentos emocionantes. E ainda me rendeu um post.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Selo / Prêmio



Ganhei este selo da Ana Lúcia Porto, cujo blog "Entre um Café e um Bate Papo" é ótimo e eu adoro! Recomendo que dêem uma passada lá!

Adorei o selo e ao olhar pra ele me lembro daqueles cupons dourados do filme "A Fantástica Fábrica de Chocolate", talvez por serem bastante parecidos! =)

Bom, agora vamos às regras:

A- Exibir o selo
B- Postar o link de quem lhe deu esse selo:
http://entreumcafeeumbatepapo.blogspot.com/
C- Indicar alguns blogs de sua preferência, para presenteá-los com tal selo:
1-
A Contadora
2-
Idéias Largadas
3-
Fugere Urbem
D - Publicar as regras

sábado, 22 de agosto de 2009

A troco de nada

Depois de eternos meses de férias por causa da gripe suína, as aulas na facul finalmente recomeçaram. De volta às obrigações, horários e afins. Metrô lotado, trânsito caótico e pessoas apressadas pelas ruas: a rotina estressa. Mas incrível, nesses últimos dias venho reparando como há pessoas que não se satisfazem com o stress proporcionado pelo cotidiano e procuram mais, querem mais preocupações, mais problemas e fazem de tudo pra conseguir. As famosas "Em-Busca-de-Confusão" que vemos por aí.

Anteontem, por exemplo. De manhã fui carregar o bilhete único no metrô e notei que a fila não andava de jeito nenhum! Olhei pra cabine onde ficam os funcionários do metrô e vi que a mulher, em vez de carregar o bilhete das pessoas, chorava feito louca e se lamentava com alguém no telefone, em meio a moedas, papéis e clips espalhados pela bancada. Na fila, todos com cara de interrogação sem saber o que acontecia.

Foi quando chegou a causadora-mor da situação: uma outra mulher, duns trinta e poucos anos, empurrando todo mundo, furando fila, apontava furiosamente a funcionária dentro da cabine e gritava: - ELA TÁ ME DEVENDO 85 CENTAVOS DE TROCO E NÃO QUER PAGAR! QUERO O MEU DINHEIRO DE VOLTA AGORA! - e, chamando a funcionária do metrô de "ladra", dizia que isso não ficaria assim, que ela pagaria caro e ainda tentava fazer com que nós, da fila, entrássemos na briga também. Cena patética. Saí dali e fui comprar bilhete em outro lugar. Ao longe, ainda pude ouvir a "madame 85 centavos" gritar: -EU VOU LEVAR ISSO ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQÜÊNCIAS! - e essa frase não me saiu da cabeça o resto do dia. Ficou indo e vindo à minha mente e eu pensava por que as pessoas adoram arrumar briga a troco de nada (inclusive por uns trocados em moeda). Custa resolver as coisas no diálogo? Pelo visto sim. E são essas pessoas, as "até as últimas conseqüências", que provocam brigas de trânsito e guerras. Tudo pelo fato de quererem provar até o fim que seus argumentos e opiniões são melhores.

Horas mais tarde, fui à fisioterapia e lá havia outra pessoa discutindo com todo mundo porque ainda não havia sido atendida. O mais absurdo é que, enquanto ela discutia, havia pessoas em pé porque a bolsa dela ocupava uma cadeira.

Como se não bastasse tudo isso, por incrível coincidência, no dia seguinte eu estava lendo as notícias do portal G1 quando me deparei com essa: "Espanhol faz quebra-quebra em bar porque não gostou das azeitonas." Ahahaha, só pode ser palhaçada! - pensei. Antes fosse! Mas não, era mais um criando caso a troco de azeitonas.

Não costumo dar trela pra gente estressada, inclusive porque geralmente essas discussões por motivos fúteis acabam em nada. "Oh, enriqueci alguns centavos!" ou "Comi azeitonas melhores hoje" não são vantagens que realmente interessem a alguém ou que contribuam para que o mundo continue a girar. São coisas que serão esquecidas no dia seguinte ou na certa virarão motivo de piada. A não ser que sejam levadas até as últimas conseqüências e o pior, a troco de nada.

domingo, 16 de agosto de 2009

Meme do rock

Como a Fran me indicou ao meme, vamos lá!

Confesso que não foi fácil responder, afinal, são inúmeras bandas de rock que eu gosto e deixei vários clássicos de fora. Mas priorizei aquelas com as quais me identifico mais e foram, de alguma forma, trilhas sonoras de minha vida.


Top of My Chart: The Beatles
Best of the Best: Hmm… difícil essa… empate entre Oasis e Aerosmith
Made In Brazil: Os Paralamas do Sucesso (é pop-rock vai, tá valendo!)
A Rock Girl: Shirley Manson
A Rocker Boy: Liam Gallagher
My First Album: The Offspring - Americana
Five Rock Legends: The Beatles, Oasis, U2, Aerosmith, Queen.
Who Brought Rock to My Life: Eu mesma, com grande influência do meu irmão.
An Unknown Rock Band: Kaiser Chiefs
Eu fui: em shows de bandas nacionais.
Eu indico os blogs: que tiverem afim de responder aos itens acima.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eles merecem!

Dedico a sexta-feira aos agradecimentos.

Ganhei esse selo (muito fofo por sinal) da Lu e adorei! Valeu Lu!

E também agradeço à Fran pela indicação do meme no blog dela! Em breve responderei!

Depois dos agradecimentos, minha vez de indicar 7 blogs para o "Esse blog acerta em cheio". Além das pessoas que já receberam o selo (Lu, Fran e Sara), indico outros merecedores.

São eles:

Pitadas de humor e crítica

Into my Wild

Palavreando Su

Devaneando

São Paulo e suas curiosidades

Pergunte à June Smerth

Custe o que Clippar

Sugiro aos escolhidos que "selem" outros blogs de sua preferência.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Palavras ao vento

As linhas repletas de sentimento, a cada palavra lida o coração pulsa mais forte. Declarações eternas, um futuro planejado e cheio de promessas. Idealizações. Dois anos de namoro rendem lindas cartas de amor. Minhas, dele. Linhas escritas com o coração e com a alma, que pedem para ser relidas diversas vezes. E fazem sonhar.

Palavras escritas muitas vezes surtem mais efeito do que palavras ditas ao pé do ouvido e sempre estarão lá, no papel, quando eu precisar delas para alimentar o sentimento. Os olhos procuram avidamente, percorrem as linhas em busca do que o coração quer sentir novamente: amor. Amor escrito, amor teorizado. E sobretudo vivido.

Mas não eterno. Chega um dia em que o castelo de sonhos desmorona e tudo está terminado. A vontade é pegar as cartas e rasgá-las em mil pedaços, botar fogo, jogar no lixo. Mas não, por algum motivo eu guardo. Porque, de alguma forma, elas são a única coisa concreta que restou de um amor abstrato e de um coração partido. Dessa vez as palavras produzem lágrimas quando lidas novamente. Parecem mentiras.

Depois de tanto tempo encontro as cartas em meio a papéis sem valor: a mesma letra dele, tão familiar em caneta azul, preenche as folhas de caderno dobradas. Folhas cheias de palavras, mas agora vazias de sentimento. O amor passou. A raiva também. E aí eu me pergunto: que sentido têm aquelas palavras agora? Nenhum. Elas não servem mais ao presente como cabiam no passado. Lidas agora, parecem soltas no ar, sem profundidade, sem sentido. Meras palavras jogadas ao vento sem veracidade alguma. Como reler uma carta de amor quando ela está fora do contexto? Talvez agora eu ria, ou finalmente jogue fora. Mas não consigo sentir mais nada, nem saudades. Estou indiferente.

Só não entendo como todo aquele sentimento pôde ser tão transitório! Todo o amor declarado e aparentemente eterno hoje se mostra fugaz, não passa de uma ilusão que brincou com meus sentimentos. Como as coisas podem mudar tanto? Como tudo aquilo podia ser amor... se passou? Então não era amor. Era paixão. Arrebatadora, intensa e camuflada de amor. E o que eu na verdade eu tenho são cartas de paixão. Porque o amor não morre junto com o fim de uma relação. E você só descobre que não era amor quando relê cartas depois de um longo tempo na ausência da pessoa.

Agora faz sentido: tudo o que é transitório e passageiro não pode ser chamado de amor. Nem as cartas. Hoje elas só trazem lembranças que eu quero esquecer. Tornam-se apenas mais algumas folhas de papel ocupando espaço, enquanto podem ser recicladas. Assim como os sentimentos. E a data que vejo no topo da folha prova que o prazo de validade já passou faz tempo. Expirou.
O tempo e a distância são grandes aliados do esquecimento. Ainda bem. Mesmo assim, hoje em dia continuo a mesma, me apaixonando e desapaixonando com freqüência, escrevendo e recebendo cartas, ainda sem saber se é amor. Um dia eu acerto.


Tema sugerido pelo blog Vou de Coletivo.
 
Header Image by Colorpiano Illustration