sábado, 27 de junho de 2009

Óinc! Óinc!

É... a gripe suína chegou lá na Cásper!
Engraçado é que a gente vê na TV e não imagina o quanto o vírus pode estar perto...
Mas, porém, contudo, entretanto, todavia...tudo tem o seu lado bom: devido aos dois casos de gripe lá na facul, as férias foram antecipadas! Uhuuul! \o/ Melhor, impossível! =D
Há males que vêm para o bem né!

E caramba, Michael Jackson morreu DU NADA ontem! Como pode?
Estranho ver essas coisas, o cara é um ícone, c nunca vai esperar que ele morra, por mais humano que seja!
Fiquei sabendo da notícia por msn e achei que fosse brincadeira...

Enfim, só tenho a dizer que essa quinta (anteontem) foi muito bizarra, com essas notícias inesperadas. Eu hein!


Mais sobre a gripe na Cásper

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Coluna de Ferro

25 parafusos, duas hastes de titânio e uma cicatriz tamanho família: resultado de uma cirurgia pra corrigir uma escoliose que eu tinha deeesde os 14 anos. Para uma pessoa extremamente (e eleve isso ao cubo) medrosa como eu, operar era uma opção totalmente fora de cogitação. Mas com o tempo a gente vai aprendendo que certas coisas são necessárias, mesmo que a gente não queira, e que às vezes a coisa mais difícil e a certa são a mesma. Por isso decidi operar.

Em meio a muitos confetes e serpentinas (era carnaval, dia 20 de fevereiro), lá fui eu pro hospital. Certeza q foi o carnaval mais bizarro que já tive. Mas muy interessante, em matéria de aprendizado. No dia seguinte, depois de 8 horas de cirurgia, eu era uma nova pessoa com uma nova coluna. Acordei na UTI do Nove de Julho com zilhões de aparelhos conectados em mim, falando um monte de merda por causa do efeito da anestesia (acredite: eu pedi guaraná depois que acordei!) e vendo desfiles de escola de samba na tevê contra a minha vontade (o controle remoto estava em lugar inalcançável).

Quarto 1016. Da cama, eu podia ver pela janela diversos helicópteros pousando no topo dos prédios ao redor, passatempo muito divertido pra quem não pode se mexer muito. Remédios de hora em hora, visitas todo dia, rotina típica de hospital. Mas as noites eram difíceis ali, já que eu NUNCA conseguia dormir! Tanto pelo incômodo causado pelos novos “apetrechos” na minha coluna, como também devido aos milhões de pensamentos que iam e vinham à minha mente.

Era uma vida nova sim. Com muitas dores, às vezes insuportáveis a ponto de eu não conseguir ficar mais de 10 segundos em pé ou sentada. Mas com o tempo foi melhorado e eu descobri que a gente consegue suportar mais coisas do que imagina e é muito mais forte do que pensa. Aprendi muita coisa nos 12 dias em que fiquei internada. Passei a depender das pessoas (inclusive minha família, que estava sempre presente) pra TUDO, sendo que eu nunca gostei de depender dos outros pra nada. Aprendi a sentar e a andar de novo, e no dia em que fiz isso não tinha equilíbrio algum sobre meu corpo e mesmo assim achei maravilhoso! Passei a dar valor às coisas mais simples possíveis, às quais muitas vezes não damos a devida importância por fazê-las de modo tão natural e automático no dia-a-dia. E o mais importante: aprendi a ter paciência, coisa que nunca tive.

Enfim, foi como se eu tivesse renascido. Na quarta-feira, dia 4 de março, tive alta e saí do hospital mais alta (sim, eu cresci 6 centímetros depois da cirurgia, porque os médicos esticaram minha coluna de volta ao lugar). Como sentia muitas dores pra andar, voltei pra casa de ambulância (o que foi uma experiência única!), para a felicidade geral dos fofoqueiros do meu bairro que logo saíram às janelas para ver o que acontecia, hahahaha!


E assim virei uma “coluna de ferro”. Perdoem o texto gigantesco, mas a importância deste episódio pra mim é de igual tamanho, por isso eu tinha que relatá-lo aqui. Ganhei uma experiência de vida única e milhares de histórias de hospital pra contar. Além, claro, de uma nova vida.

Dois meses e meio de operada e muito feliz, voltando aos poucos à vida normal. Acho que isso basta. =)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um quase-carnaval

Tinta. Tubo gigante de cola. Café. Farinha. Purpurina dourada voando pelo ar. Barbante amarrando seres que acabaram de se conhecer. Tesoura. Esmalte no cabelo. Reclamações. Risadas. Apelidos ridículos. A bateria tocando as músicas de sempre. Público grande assistindo. Semáforo. Pagação de mico. Dinheiro . Quadra pequena e apertada. Bebida. Integração.

Carnaval?

Escolas de samba?

Não, não. Apenas mais uma edição do trote da faculdade.

sábado, 31 de janeiro de 2009

(Im)Paciência


Paciência. Que vem a ser isso? É de comer? Até hoje desconheço. Acho que nunca tive. Com certeza esqueci de pegar a ficha da paciência antes de vir aqui pra Terra. Eu quero tudo e quero AGORA, odeio esperar! E parece ironia, mas tudo, eu disse TUDO na minha vida tive que esperar um longo tempo até conseguir! Minha faculdade por exemplo. Não sei se é burrice, mas tive que tentar 3 anos até conseguir entrar. E hoje em dia estou esperando há séculos pra fazer uma cirurgia que não sai do papel.

Tenho aprendido muito com isso, mas continuo impaciente. E essas situações ocorrem exatamente pra eu saber lidar com o tempo e a espera, coisa que pra mim é mais complexa do que matemática!


Mas um dia eu aprendo (ou não!)


P.S: é necessária uma paciência de Jó pra ler os posts desse blog, que são enormes!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Diferente e original

Dia desses, revirando em algumas pastas minha papelada, deparei-me com uma redação que guardei desde a época do cursinho.

A redação não é minha, foi feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco) que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Lembro que um professor de gramática do cursinho leu essa redação numa de suas aulas, e eu achei muy interessante! Tanto, que resolvi publicá-la aqui. Aí vai ela:

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador... Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.

Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando...ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar...ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular: ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente... Era o verbo auxiliar do edifício ! Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente ! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Escadaria ambulante

Não sei quanto a vocês, mas eu simplesmente não vou com a cara desses novos ônibus que estão circulando por aí. Tudo bem, eu sei que são realmente muito bons para as pessoas com deficiência física, e até acho que demoraram demais para fazerem isso nos transportes públicos, MAS, por outro lado... penam em alguns aspectos.
Por exemplo, já reparou na quantidade de degraus que ele tem?? É quase uma escadaria ambulante!! Você sobe no busão, para logo depois descer até a catraca, e subir novamente pra poder sentar. O que é isso, uma montanha russa? Com pequenos detalhes inclusos em cada operação: logo que você entra, o motorista começa a andar com o veículo sem dó nem piedade, fazendo com que você desça os degraus caindo bruscamente sobra a catraca, derrubando seu bilhete único debaixo da cadeira do cobrador, levando horas pra conseguir pegá-lo de volta (tá, eu sei que essas coisas só acontecem com pessoas muito tapadas, tipo eu). Daí, quando você passa pela catraca, encontra-se em meio a um puta espação, sem bancos pra sentar, os quais estão localizados no andar de cima. Daí você vai, sobe mais degraus, e aí senta, disputando a tapa um lugar pra sentar, devido à quantidade precária de assentos existentes por ali. Sem falar que, na hora de descer no ponto, logo que o motorista freia você já desce os degraus caindo, agilizando o processo.

Sei lá meu, já que vai fazer um ônibus com o piso mais baixo, já faz tudo num piso só! Pra que tanto degrau? Aliás, pra que degrau?? O pior é a plaquinha avisando: CUIDADO, DEGRAU. Tipo, não me diga! Se não fosse o aviso eu nem perceberia... ¬¬

Daqui a pouco vão fazer um elevador dentro do busão! Tá, sem brisas. Já passa da meia-noite e não se pode confiar muito no meu cérebro messas horas... mas, definitivamente, não gosto desses ônibus. Já que é piso baixo, que seja 100% piso baixo! Pombas!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Tic tac, tic tac...

Ok, eu assumo: abandonei este blog durante um tempo. E ele ficou aqui, largado às moscas, criando teias de aranha e mofos. Mas tenho um motivo MUITO importante para isso: estava sem tempo.

Sim, ultimamente tenho me considerado uma “sem-tempo”, e olha que nem tou trabalhando! Lembro que, quando eu trabalhava, sentia que os dias iam e vinham, numa sucessão louca de acorda-trabalha-estuda-dorme-acorda, como um robô programado pra fazer suas atividades diárias, sem ao menos ver o tempo passar, sem poder me preocupar com outras coisas que não fossem obrigações, sentindo a vida passar MUITO depressa. Hoje em dia são os trabalhos da faculdade que ocupam todo o meu tempo. Cada época com as suas respectivas obrigações... disso não dá pra fugir.

Na verdade, se parar pra pensar, muitas vezes o problema nem é o tempo. Sou eu que não sei aproveitá-lo direito. Às vezes levo muito tempo fazendo determinadas coisas, enquanto poderia estar fazendo outras, ou pior, me distraio fazendo coisas inúteis quando há uma porrada de coisas mais importantes a fazer.

Às vezes gostaria que o dia tivesse umas 36 horas. Pra fazer tudo o que preciso, sem correria, sem stress, sem ficar neurótica com o tempo, nem precisar olhar o relógio de minuto em minuto. Talvez não houvesse atrasos, dores de cabeça e cansaço no final do dia. Mas, sinceramente, se o dia tivesse 36 horas, a vida seria um marasmo. Você não se sentiria compelido a cumprir objetivos, não teria a mínima responsabilidade com as obrigações, deixaria tudo pra depois, afinal, teria tempo de sobra! Sem falar que, com certeza, ao saber que tem 12 horas a mais, eu não as usaria para cumprir obrigações, e sim pra me divertir (aah, eu me conheço bem! Hahaha!). Ou seja, de nada adiantaria mais tempo para realizar obrigações. Além do mais, essa sensação de ter que cumprir objetivos num certo prazo de tempo é algo muito estimulante e emocionante (não é à toa que escolhi o Jornalismo por profissão). Vai dizer que não é mó adrenalina correr contra o tempo e ainda conseguir atingir seus objetivos diários?
Sou uma pessoa que não consegue viver sem relógio no pulso. Parece q ele faz parte de mim, sem relógio me sinto pelada, é até engraçado. Vivo subordinada às horas, ao tempo (e quem não vive?). E gosto disso. Sempre penso na possibilidade de o dia ter 36 horas, mas logo concluo: não teria graça. E não teria mesmo.
 
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